O Presente
Pensamentos que voaram longamente até chegar aqui
Pensei durante horas.
Até me decidir com o que te presentearia.
Nas ruas, os vendedores com seus sorrisos amarelos se aproximavam.
Como se soubesse que eu estava a procura de algo.
Mas suas lojas eram frias, eram cinzas.
Tão quanto o inverno.
Com suas chuvas finas e lentas.
Voltei e no meu quarto procurei por algo precioso.
Dentro de uma caixa achei uma carta que nunca chegara até você.
Li e reli tudo que ali estava escrito.
E uma onda de paixão tomou conta do meu corpo.
Me fazendo lembrar a felicidade em que eu me encontrava quando estava com você. Pensei então que o presente poderia ser uma carta.
Sentei na cama e comecei a escrever.
Passei por belos lugares expressando todo o meu sentimento.
Meu peito parecia explodir com a força que as palavras teimavam em sair.
Então, naquele momento eu achei o presente ideal.
Meu coração.
O arranquei do meu peito.
Quente e vivo.
Suas batidas continuavam no mesmo ritmo.
Queria te encontrar o quanto antes.
Ao ver você meu coração pulsou forte entre meus dedos.
Ergui minha mão a sua frente.
Entreguei-lhe tudo de mais valioso que havia em mim.
Meu corpo congelou.
E eu já saberia que seria assim até você devolver o presente.
Mas eu não queria devolução.
Você me mostrou compaixão.
Suas mãos atravessaram a sua blusa.
Seu sangue manchou seus dedos.
Com seu peito aberto, suas mãos já me mostrava o quão belo seu coração era.
Você abriu meu peito e o colocou na sua nova morada.
Assim meu corpo se aqueceu e eu já poderia ir feliz.
Sabendo que agora os nossos corações batiam numa mesma freqüência.
Até me decidir com o que te presentearia.
Nas ruas, os vendedores com seus sorrisos amarelos se aproximavam.
Como se soubesse que eu estava a procura de algo.
Mas suas lojas eram frias, eram cinzas.
Tão quanto o inverno.
Com suas chuvas finas e lentas.
Voltei e no meu quarto procurei por algo precioso.
Dentro de uma caixa achei uma carta que nunca chegara até você.
Li e reli tudo que ali estava escrito.
E uma onda de paixão tomou conta do meu corpo.
Me fazendo lembrar a felicidade em que eu me encontrava quando estava com você. Pensei então que o presente poderia ser uma carta.
Sentei na cama e comecei a escrever.
Passei por belos lugares expressando todo o meu sentimento.
Meu peito parecia explodir com a força que as palavras teimavam em sair.
Então, naquele momento eu achei o presente ideal.
Meu coração.
O arranquei do meu peito.
Quente e vivo.
Suas batidas continuavam no mesmo ritmo.
Queria te encontrar o quanto antes.
Ao ver você meu coração pulsou forte entre meus dedos.
Ergui minha mão a sua frente.
Entreguei-lhe tudo de mais valioso que havia em mim.
Meu corpo congelou.
E eu já saberia que seria assim até você devolver o presente.
Mas eu não queria devolução.
Você me mostrou compaixão.
Suas mãos atravessaram a sua blusa.
Seu sangue manchou seus dedos.
Com seu peito aberto, suas mãos já me mostrava o quão belo seu coração era.
Você abriu meu peito e o colocou na sua nova morada.
Assim meu corpo se aqueceu e eu já poderia ir feliz.
Sabendo que agora os nossos corações batiam numa mesma freqüência.
01/04/2010 por Bruny Murucci

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